segunda-feira, 2 de março de 2015

Documento da Semana: A revista Rytas




Por: Dr. Erick Reis Godliauskas Zen
Twitter:@erickrgzen




A revista Rytas foi uma das publicações da imprensa étnica lituana em São Paulo editada em idioma lituano. A Rytas foi publicada entre os anos de 1936 e 1937 e era vinculada à associação lituana que levava o mesmo nome. A revista foi a expressão dos lituanos progressistas de São Paulo reunindo aqueles que não se alinhavam com as organizações católicas ou nacionalistas.

Inicialmente a revista era dirigida por Pijus Storpirstis que era conhecido como importante poeta da imprensa étnica da comunidade lituana em São Paulo. No entanto, Storpirstis faleceu muito jovem, aos 25 anos de idade vitimado pela tuberculose, que de forma epidêmica se espalhou pela cidade durante a década de 1930.

Em 1939 foi formada uma nova comissão editorial. Nessa comissão participaram membros do Partido Comunista, como os ativistas Alfonsas Marma e Antanas Zokas. Durante a Segunda Guerra Mundial foi a voz do movimento antifascista e antinazista, comemorando as vitórias do Exército Vermelho. No entanto, as leis de nacionalização adotadas pelo ditador Getúlio Vargas proibiram a publicação como a circulação de jornais e revistas em idioma estrangeiro e a revista foi encerrada em 1941.


Assim como a revista, a Associação Rytas também teve que enfrentar a repressão policial, após o ano de 1948, quando o Partido Comunista foi colocado na ilegalidade e a esquerda, em geral, passou a ser perseguida. Assim, diversos participantes foram encarcerados. Alfonsas Marma, após um período de prisão, foi assassinado pela polícia, em 1949. Nessa conjuntura, diversos ativistas lituanos decidiram por retornar ao seu país que agora era uma República Soviética, colocando fim às organizações lituanas que se identificavam com os ideais socialistas no Brasil.  

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